A situação
A família Souza criou uma holding para reunir os imóveis da família e organizar a herança. A holding recebe cerca de R$ 60 mil por mês em aluguéis e quer comprar mais um imóvel de R$ 800 mil para alugar. Não há pressa, e a holding tem dinheiro guardado.
Os números
Consórcio
- Parcela inicial
- R$ 3.689/mês
- Custo total
- R$ 1 mi
- Quando tem o bem
- Entre o 1º e o 180º mês
Financiamento imobiliário (SFH/SFI)
- Parcela inicial
- R$ 7.627/mês
- Custo total
- R$ 1 mi
- Quando tem o bem
- Em 1 a 3 meses, depois da aprovação
Poupar e comprar à vista
- Parcela inicial
- R$ 3.689/mês guardados
- Custo total
- R$ 642 mil
- Quando tem o bem
- Em cerca de 7 anos e 10 meses
Em valores de hoje, consórcio e financiamento ficam perto um do outro: o INCC, que reajusta o consórcio de imóveis, tem subido mais que a inflação. A diferença está na parcela, bem menor no consórcio, e em quando a holding tem o imóvel.
Para uma holding, a comparação mais importante é com a compra direta: usar o dinheiro em caixa tem custo, porque esse dinheiro deixa de render na renda fixa.
O que o diagnóstico diria
A decisão
A holding entrou num consórcio em nome dela mesma, com um lance de cerca de 35% para tentar a contemplação nos primeiros anos. O restante do caixa ficou aplicado, rendendo, enquanto as parcelas são pagas com os aluguéis.
Quando outra opção seria melhor
- Se a holding quisesse o aluguel do imóvel já, a compra direta ou um financiamento trariam a renda antes.
- Se o rendimento da renda fixa caísse muito, usar o caixa na compra direta ficaria mais atraente.